Os primeiros autores a definir a inteligência emocional foram os psicólogos Salovey e Mayer em 1990, definindo-a como “a capacidade de regular as próprias emoções e as dos outros, discriminando-as e usando essas informações processadas para orientar pensamentos e ações”. Neste artigo conheça as vantagens e saiba como desenvolver a inteligência emocional.

Para que serve a inteligência emocional?

É importante que todos consigamos desenvolver a inteligência emocional, porque todos, incluindo a si que está a ler este artigo, somos seres sociais que mantemos inter-relações sociais e, só por isso, é necessário que todos possamos ser educados emocionalmente para o nosso bem-estar psicológico. Ao aprender sobre inteligência emocional aumenta a sua capacidade para se adaptar às mudanças, para gerir de forma eficiente os desafios do quotidiano e para a resolução de problemas, quer pessoais, quer interpessoais.

Inteligência

Para entender o conceito de inteligência emocional, é necessário definir primeiro o conceito de inteligência. Ao longo do tempo, a inteligência foi classificada numa perspetiva diferente embora no início tenha sido concebida como uma capacidade cognitiva hereditária. Assim, algumas pessoas possuíam em maior ou menor grau e com isso, a inteligência poderia ser medida mediante testes psicométricos ou estandardizados. Portanto, a inteligência estava ligada à noção da capacidade para aprender, representar e manipular símbolos e aspetos relacionados com a memória (Moreno et. al, 1998). Esta forma de entender a inteligência é limitada porque não considera outros tipos de inteligências necessárias para a vida.

 

Competências da Inteligência Emocional

O psicólogo Howard Gardner (1983) propôs que não existe uma única inteligência, mas sim múltiplas. Com a “Teoria das Inteligências Múltiplas” permitiu conceber o conceito de inteligência emocional. Segundo os autores, Salovey e Mayer (1990) a inteligência emocional compreende cinco competências:

  1. Conhecer as emoções: é a capacidade de reconhecer a suas próprias emoções e sentimentos
  2. Regular as emoções: saber controlar as emoções e adaptá-las ao contexto
  3. Regulação das emoções para motivar-se: é a capacidade de regular as emoções para controlar a impulsividade e pospor a gratificação. Desse modo, será capaz de atingir os seus objetivos
  4. Reconhecer emoções nos outros: criar empatia é fundamental para relacionar-se de forma saudável.
  5. Regular as relações: é a capacidade de utilizar ou regular as emoções dos outros para ter relações interpessoais saudáveis.

Como desenvolver estas competências?

As pessoas que conseguem ter a capacidade de desenvolver a sua inteligência emocional, normalmente são capazes de orientar e direcionar a sua vida de forma adequada e saudável, isto porque conseguem tomar decisões e regular melhor as suas emoções. Por outro lado, aqueles que ainda não conseguem desenvolver a sua inteligência emocional, vivem com um sentimento de angústia e têm maior dificuldade para se recuperar das dificuldades na vida. Normalmente, quem tem a inteligência emocional desenvolvida estabelece empatia e mantêm relações interpessoais bem-sucedidas. De facto, alguns estudos indicam que a inteligência emocional é determinante no sucesso académico e profissional, quer na própria satisfação pessoal, quer na adaptação social (Goleman, 1995).

Emoções

Atualmente, as emoções são reconhecidas como sentimos extremamente relevante na vida das pessoas pois contribuem para o bem-estar e saúde mental. Inclusive, os estudos neurocientíficos integram o estudo das emoções por reconhecer o papel importante que desempenha nos processos cognitivos e na saúde física, nomeadamente, no sistema imunológico do indivíduo.

Vantagens da Inteligência Emocional

Em resumo, as vantagens ao desenvolver a inteligência emocional são:

  • Permite ter consciência das suas próprias emoções e as dos que o rodeiam
  • Ser tolerante às pressões e frustrações
  • Potenciar competências essências para a vida, como a empatia e a escuta ativa
  • Melhoram o seu bem-estar e saúde mental

Se pretende desenvolver a sua inteligência emocional, entre em contacto comigo! Pode fazê-lo através de atividades que lhe permitirão reforçar seu potencial.

Bibliografia

  • Gardner, Howard. (1983) “Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences.” New York: Basic Books.
  • Gardner, H. (1989). To Open Minds: Chinese Clues to the Dilemma of American Education. Nueva York: Basic Books.
  • Gardner, H. Estruturas da Mente – A teoria das inteligências múltiplas. 1a ed., Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
  • Gardner, H. (2006). Schaler, Jeffrey A., ed. “A Blessing of Influences” in Howard Gardner Under Fire. Illinois: Open Court.
  • De Gouveia, J. (2018). Inteligencia emocional en los profesionales de enfermeira. Caracas: UCV.
  • Goleman, D. (1995) La Inteligencia Emocional. Buenos Aires: Javier Vergara Editor S.A.
  • Salovey, P., & Mayer, J. D. (1990). Emotional intelligence. Imagination, Cognition and Personality, 9, 185-221. doi.org/10.2190/DUGG-P24E-52WK-6CDG